A Casa
Uma casa que nasceu do lugar.
A Vila Peroba existe porque havia uma propriedade no Ribeirão da Ilha com uma varanda muito boa — e porque acreditamos que adultos maiores merecem um lugar pequeno, com rosto conhecido e vista para a água.
Voltar à página inicialComo começamos
A história da Vila
A Vila Peroba abriu em 2019, depois que a família Reinaldo decidiu que a propriedade no Ribeirão da Ilha — uma casa antiga de madeira com jardim que desce até a margem — merecia algo diferente de um aluguel de temporada.
O projeto começou com seis moradores e três funcionários. Hoje são onze moradores fixos e uma equipe de cinco pessoas que trabalha no local ou passa por ele todos os dias. O número onze não é acidente: é o tamanho que permite à cozinheira saber o que cada um prefere no café da manhã, e ao jardineiro saber quem costuma sentar no banco de pedra perto das árvores.
O nome vem das peroba-rosa que ainda ficam no fundo do terreno — árvores antigas que estavam ali antes da casa. Ficaram.
Nossa missão
O que nos guia
Oferecemos moradia com qualidade e presença humana — num lugar bonito, pequeno o suficiente para que nada seja impessoal. Não somos uma instituição de saúde e não queremos ser. Queremos ser uma casa.
Para as famílias que chegam em dúvida, procuramos ser honestos sobre o que temos e o que não temos. Para os moradores que chegam para ficar, procuramos ser previsíveis — no horário das refeições, na rotina da casa, nas conversas de corredor.
Acreditamos que quietude e companhia podem coexistir. Que um peixe bem feito vale mais do que um cardápio extenso. E que uma varanda com vista para o canal é, em si, uma forma de bem-estar.
As pessoas da casa
Quem você vai encontrar
Mariana Reinaldo
Coordenadora
Cresceu no Ribeirão da Ilha e conhece cada curva do canal. Está na Vila desde o primeiro dia — é ela quem recebe as famílias e quem conduz as conversas mensais.
Dona Sueli
Cozinheira
Cozinha na Vila há quatro anos. Sabe o nome de quem não come coentro, quem prefere o peixe ao forno, e quem gosta do café mais fraco. Isso não é detalhe — é o trabalho inteiro.
João Antônio
Jardineiro e apoio geral
Cuida do jardim que vai até a margem — e de outras coisas que surgem no dia a dia de uma casa grande. É quem ajuda com o transporte nas terças e sextas.
Como trabalhamos
Os padrões que seguimos
Uma casa pequena não precisa de muitos protocolos — mas os que tem, segue com atenção.
Privacidade dos moradores
Informações pessoais e rotinas dos moradores são compartilhadas apenas com a família designada — e apenas no que é relevante. Não há registros desnecessários.
Segurança da edificação
A propriedade tem alvará de funcionamento atualizado, sistema de prevenção contra incêndio e vistoria anual da Defesa Civil de Florianópolis.
Manipulação de alimentos
A cozinha segue as normas da ANVISA para serviços de alimentação. Toda a equipe que trabalha com alimentos tem capacitação em boas práticas — renovada a cada dois anos.
Higiene e limpeza
Os quartos e áreas comuns são limpos diariamente. A lavanderia funciona três vezes por semana. Produtos de limpeza sem fragrâncias fortes — a pedido dos próprios moradores.
Comunicação com famílias
Além da conversa mensal, a família pode entrar em contato a qualquer momento por telefone. Em situações que demandem atenção, avisamos sem esperar o próximo contato programado.
Uso consciente do espaço natural
O jardim e a margem do canal são tratados com atenção ao ambiente local. Não usamos pesticidas nas áreas de convivência e replantamos espécies nativas quando necessário.
Nossa forma de pensar
Uma residência que se define pelo tamanho
A maioria das decisões na Vila Peroba começa pela mesma pergunta: isso funciona numa casa de onze pessoas? Se a resposta é não, voltamos atrás. Não porque tenhamos regras rígidas — mas porque acreditamos que escala importa.
Quando uma residência tem muitos moradores, as refeições viram turnos. Os nomes viram números de quarto. As rotinas viram horários afixados na parede. Não queremos isso. Queremos uma casa onde alguém saiba, de cabeça, que a senhora do quarto três prefere o ventilador desligado à noite.
No Ribeirão da Ilha, o ritmo é o do canal — lento na maré baixa, mais vivo nas manhãs de vento sul. A Vila funciona nesse mesmo tempo. As refeições têm hora, mas ninguém é apressado. A varanda está sempre aberta. O jardim é de todos.
Para as famílias que nos procuram, sabemos que a decisão de mudar um pai ou uma mãe para uma residência nunca é simples. Por isso não apressamos nada. A visita é sem compromisso. As dez noites servem para conhecer. E a conversa que vem depois é com calma, com as perguntas que cada família tiver.
Venha conhecer a Vila pessoalmente
Visitas são bem-vindas com hora marcada — preferencialmente num dia de semana, quando a rotina está no seu ritmo natural.
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